Pesquisa aponta que 6% dos deslocamentos em Maringá são feitos com bicicleta
Foto: Luciana Peña/CBN Maringá

Vou de bike

Pesquisa aponta que 6% dos deslocamentos em Maringá são feitos com bicicleta

Cidade por Luciana Peña em 15/07/2021 - 10:56

O número é superior à média nacional. A pandemia e a busca por qualidade de vida mantêm o mercado de bicicletas aquecido. Uma fábrica de Sarandi que contratou mais de 100 funcionários no ano passado, abriu mais vagas agora em 2021. 

A ciclovia na Avenida Brasil, no centro de Maringá, ilustra bem como o maringaense está cada vez mais se deslocando de bike. Em alguns horários o trânsito de bicicletas é intenso.

Taína Rosa dos Santos pensava em comprar uma bicicleta para economizar e cuidar da saúde. A pandemia acelerou os planos. Ela é grupo de risco e não queria se expor à aglomeração no transporte público. Hoje a bicicleta é companheira do dia a dia. [ouça o áudio acima]

A pandemia aqueceu o mercado de bicicletas. No ano passado as fábricas acumularam pedidos e precisaram aumentar a capacidade de produção.

Mesmo enfrentando a falta de peças, a fábrica onde o gerente administrativo Rodrigo Leão trabalha, em Sarandi, conseguiu atender a demanda.

Para isso contratou perto de 100 funcionários em 2020. E este ano abriu mais 100 vagas. 30 foram preenchidas e 70 ainda estão em aberto. [ouça o áudio acima]

O mercado em alta fez a fábrica expandir o leque de produtos. Agora a empresa também produz acessórios para ciclistas. [ouça o áudio acima]

Uma pesquisa divulgada pela Prefeitura de Maringá, com dados inéditos, mostra que a bicicleta representa 6% dos deslocamentos na cidade, o dobro da média nacional. Para efeito de comparação, Curitiba tem 2% de trajetos feitos por bikes. O índice de Maringá sobe para 7% quando se considera Sarandi e Paiçandu também.

A principal motivação para os deslocamentos de bicicleta é o trabalho. Pedalar de casa ao trabalho e vice-versa responde por 52% dos 37 mil deslocamentos de bike.

Depois vem a escola, a saída para compras e lazer, entre outros. A média de tempo de viagem é de 35 minutos.

A pesquisa foi realizada pela empresa Cidade Viva contratada para a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana. Os dados foram coletados durante dois meses em 2020 e serão detalhados na audiência pública do Plano de Mobilidade Urbana, no próximo dia 27.

O arquiteto Thiago Botion Neri, integrante da Ciclonoroeste, vai participar da audiência. [ouça o áudio acima]

A audiência será híbrida com início às 19h no Auditório Hélio Moreira.

 

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