Para proteger os bebês da coqueluche é necessário que adultos se vacinem

29/07/2024 / Atualizado em 26/10/2025 Por Luciana Peña
Para proteger os bebês da coqueluche é necessário que adultos se vacinem

Depois de cinco anos, o Paraná voltou a registrar uma morte por coqueluche: um bebê de seis meses, de Londrina. A partir dos dois meses de idade o bebê já pode receber a primeira dose da vacina contra a coqueluche, mas para que ele esteja realmente protegido é necessário que pais e outras pessoas da família estejam vacinados.

 

 

A morte de um bebê de seis meses em Londrina é um alerta sobre os riscos da queda nos índices de vacinação.
A criança morreu de coqueluche, uma doença parecida com resfriado.

Um dos sintomas é a tosse prolongada.

Nos bebês, com sistema imunológico frágil, a doença pode levar à pneumonia e à morte.

Existe vacina contra a coqueluche.

As crianças recebem três doses; aos dois, quatro e seis meses de vida.

Mas é muito importante que a gestante se vacine, porque ela transfere anticorpos para o bebê.

Também é importante que todas as pessoas que se aproximam do recém-nascido estejam vacinadas, além de outros cuidados para evitar a transmissão da bactéria, que causa a coqueluche, diz a pediatra Gislayne Souza Nieto, professora do curso de medicina da Universidade Positivo (UP). [ouça o áudio]

Há cinco anos não havia registro de morte por coqueluche no Paraná.

O caso de Londrina é também o primeiro em três anos no Brasil, segundo reportagem de O Globo.

Este ano foram registrados 339 casos da doença. 56% a mais do que durante todo o ano de 2023.

A volta de doenças que estavam erradicadas ou com baixíssima incidência é um reflexo da queda na cobertura vacinal e da entrada no país de migrantes que ainda não receberam todas as vacinas. [ouça o áudio]

As vacinas contra a coqueluche, a poliomielite e o sarampo fazem parte do calendário vacinal do SUS. 

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