Justiça condena Murillo Barbosa a 16 anos, dez meses e 15 dias de prisão
O julgamento de Murillo Barbosa da Silva, acusado da morte de Jaciara Kogler, assassinada aos 28 anos em janeiro de 2020, terminou por volta das 20h dessa quarta-feira (25), em Sarandi.
Os jurados reconheceram a materialidade e autoria do crime, entenderam que Murillo não agiu sob violenta emoção, que empregou meio cruel, com recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por motivo fútil.
Os jurados também entenderam que o crime foi praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, envolvendo violência doméstica e familiar, ou seja, um feminicídio, que é qualificadora.
Na dosimetria da pena, o juiz Rodrigo da Costa Franco considerou que o réu não possui maus antecedentes e que não há laudo psicológico quanto à personalidade dele, por isso a impossibilidade de uma análise.
A pena-base foi fixada em 13 anos e seis meses de reclusão e foi majorada para 20 anos e 3 meses com três agravantes. Mas o fato de Murillo ter confessado o crime foi uma atenuante e a pena foi reduzida para 16 anos, 10 meses e 15 dias.
Na sentença, o juiz cita que Jaciara foi vítima de 30 golpes de faca, num cômodo pequeno e no momento em que estava sendo abraçada por Murillo, ou seja, sem condições de defesa ou fuga.
O juiz negou ao réu o direito de recorrer em liberdade. A acusação pedia 20 anos de prisão para o réu confesso. A família disse que irá recorrer da sentença. Murillo está preso há um ano e sete meses.
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