MP investiga denúncia contra dois guardas municipais

23/01/2019 / Atualizado em 25/10/2025
MP investiga denúncia contra dois guardas municipais

Moradores de rua afirmam terem sido agredidos pelos agentes durante abordagem noturna. Secretaria de Segurança Pública de Maringá afastou os servidores do cargo até que a situação seja esclarecida. 

Foi durante a audiência pública realizada pelo Observatório das Metrópoles de Maringá no dia 21 de outubro de 2018 que um morador de rua relatou a suposta agressão sofrida durante a abordagem de guardas municipais. Após a reunião, o Observatório encaminhou os relatos ao Ministério Público de Maringá, que começou a ouvir supostas vítimas dos agentes municipais.

Ainda no fim do ano, o MP convocou os responsáveis da secretaria de Segurança Pública e Guarda Municipal para prestar esclarecimentos a cerca do trabalho prestado pelos servidores. Segundo a coordenadora do Observatório das Metrópoles, Ana Lúcia Rodrigues, as agressões teriam ocorrido na rua Fernão Dias, no período da noite.

O secretário de Segurança Pública de Maringá, Antonio dos Anjos Padilha, diz que a Guarda Municipal não realiza abordagens noturnas e que isso de fato ocorreu, os guardas municipais podem ser punidos. Mas, até que a investigação será concluída e a situação seja esclarecida, os dois profissionais suspeitos de terem agredido os moradores de rua foram afastados do cargo e estão atuando em outros departamentos da prefeitura.

A CBN não conseguiu contato com o promotor do Ministério Público responsável pela investigação, mas soube que o processo está na fase inicial e que ainda não foi instaurado inquérito para apurar a denúncia. A pesquisa do Observatório das Metrópoles de Maringá apontou que em 2018, no comparativo com 2017, houve aumento de 61% da população de rua da cidade. Em 2017 foram abordadas 222 pessoas e entrevistadas 177, 45 não responderam a pesquisa. Já em 2018 foram abordadas 357 pessoas, sendo 247 entrevistadas e outras 110 pessoas que se recusaram a participar da pesquisa.