Morcegos de Maringá não se alimentam de sangue, diz pesquisador
Um animal importante para a ecologia ainda é cercado de mitos. Quem nunca ouviu falar em morcego e pensou logo em vampiros ou mesmo em um super-heroi.
Mas na Universidade Estadual de Maringá (UEM), uma equipe de pesquisadores trabalha há mais de duas décadas para desmistificar e desfazer os estigmas que acompanham esses mamíferos.
O coordenador do Grupo de Estudos em Ecologia de Mamíferos e Educação Ambiental (Geemea), Henrique Ortêncio Filho, explica que o grupo se dedica a mostrar que esses animais são fundamentais para o equilíbrio ambiental: eles ajudam no controle biológico de pragas agrícolas, consomem insetos transmissores de doenças e atuam na polinização e dispersão de sementes. Entre os trabalhos recentes está uma pesquisa que investigou a presença do vírus da raiva entre os morcegos do Parque do Ingá – de 200 animais capturados, nenhum tinha o vírus na saliva.
Quanto ao gosto por sangue, ele diz que isso não representa a realidade das espécies locais: das 19 espécies registradas na cidade, nenhuma é hematófaga. Como o ambiente dos morcegos está sendo alterado e muitos passam a viver mais próximo das cidades e áreas agrícolas, por isso o pesquisador orienta para o que fazer quando encontrar um animal desses em casa ou na rua.