Moradores da rua Mário Urbinati, na Zona 7, pedem socorro por causa do barulho

16/10/2019 / Atualizado em 25/10/2025 Por Luciana Peña
Moradores da rua Mário Urbinati, na Zona 7, pedem socorro por causa do barulho

Há dois anos eles mal conseguem dormir por causa do barulho provocado por jovens que passam as noites e madrugadas bebendo nas calçadas e no meio da rua. Os moradores fizeram vídeos e registraram até boletim de ocorrência na delegacia. 










Rua Mário Urbinati. Uma das principais vias da Zona 7 em Maringá. Nesta região moram estudantes, professores e funcionários da UEM. E foi de um prédio desta rua que partiu o apelo de moradores cansados de tanto barulho.

"A nossa situação é desesperadora. É uma questão de saúde pública: sono! Principalmente de quinta a sábado, é infernal" 

O depoimento é do síndico de prédio Elemar Mai. Ele conta que nas noites e madrugada centenas de jovens se reúnem para beber nas calçadas e no meio da rua em frente ao prédio em que ele mora. Outros vizinhos também enfrentam o mesmo problema. Os jovens estão lá porque encontraram um ponto de venda de bebidas: uma loja de conveniência, que funciona até de madrugada. Elemar mostra o boletim de ocorrência registrado em setembro e diversas reclamações feitas na Guarda Municipal e na Polícia Militar.

"Nós já fizemos boletim de ocorrência, mas eles dizem que não podem fazer nada porque o consumo não é no estabelecimento"

Um vizinho de Elemar, o professor Fernando Weronka, diz que já tem gente pensando em mudar de prédio para bem longe da Mário Urbinati. Ele acabou adotando uma técnica para conseguir dormir.

"Eu deixo o som ligado com barulho de chuva, para mascarar o som que vem da rua. A gente já está há dois anos com este problema"

A aglomeração de jovens na rua causa outros problemas: degradação do ambiente com muros pichados, inclusive o do prédio do Elemar, que tinha sido pintado dias antes; e acidentes de trânsito. E por ironia, num desses acidentes, a vítima que tinha passado a noite bebendo foi atendida no Hospital Universitário pela mulher de Elemar que é enfermeira e que, claro, não tinha conseguido dormir na noite anterior.

"Ela já se deparou com um acidente aqui na rua de gente que estava perturbando o sossego e no dia seguinte ela como enfermeira teve que atender justamente esse jovem" 

O funcionário da loja de conveniência disse que a empresa tem todos os alvarás necessários e que só vende bebida para maiores de idade com apresentação de documento pessoal. Mas disse também que não há como evitar que um maior de idade compre a bebida e depois entregue a um adolescente.

A Secretaria de Segurança informou que está buscando uma solução juntamente com os donos de imobiliárias, Secretaria de Mobilidade Urbana e Secretaria de Meio Ambiente.