Maringá: uma nova casa para 37 venezuelanos

9/07/2019 / Atualizado em 26/10/2025 Por Victor Simião
Maringá: uma nova casa para 37 venezuelanos

Grupo chegou nesta terça-feira (09). Uma empresa de transportes contratou os refugiados, que estavam em Roraima.

Uma nova vida. É isso que 37 venezuelanos querem. O grupo desembarcou em Maringá, norte do Paraná, nesta terça-feira (08). Esses homens depois de terem deixado a Venezuela, ficaram em Boa Vista, Roraima. Vieram ao Paraná em um avião da FAB.

A cabeça nas nuvens foi só por conta do voo. O foco é construir um futuro melhor.

Na mala, algumas roupas e muitos sonhos. Os venezuelanos deixaram a terra natal por conta da da crise que o país tem vivido. No Brasil, se instalaram na Missão Acolhida, montada pelo Governo Federal, sob a responsabilidade do Exército.

Vieram a Maringá com CPF, Carteira de Trabalho e emprego garantido.

A Transpanorama, empresa maringaense com 1200 motoristas, selecionou 37 para trabalhar. 36 como motoristas folguistas e um como auxiliar administrativo. Todos com experiência no cargo, aprovados após uma seleção. O piso salarial é de R$ 1.900.

A empresa não encontra motoristas que querem ser folguistas: que trabalhem em feriados também. Aí, uniu o útil ao agradável: encontrou mão de obra interessasa e ainda ajudou quem veio tentar a vida no Brasil.

Os 37 homens terão abrigo por 60 dias em Maringá. Período em que os venezuelanos passarão por treinamentos, explicou o gerente da Transpanorama, Jean Sagals.

Jean Sagals

A terra nova, Maringá, é desconhecida. No desembarque, o choro se misturou ao riso. Abraços de pessoas hoje estranhas.

A emoção o resultado de o desejo de um futuro melhor, disse o venezuelano Richard José Paez, há mais de um ano no Brasil. Os cinco 5 filhos e a esposa estão em Boa Vista. Ele passou todo esse período desempregado. O motorista quer trazê-los no futuro. Por isso não pode falhar, disse.

Richard José Paez

Há cerca de um mês no Brasil, Arseno Gonzalez já está bem no país. Não pode falar mal da Venezuela - mas o foco é no agora, falou.

Arseno Gonzalez

Os venezuelanos foram recebidos por autoridades civis e militares. A Transpanorama realizou também uma celebração ecumênica. Para matar um pouco da saudade de casa, o hino nacional venezuelano foi entoado.

 

o Hino da Venezuela

Ao todo, 10 mim venezuelanos estão em Roraíma, proncipalmente em duas cidades, segundo dados do Exército.

O futuro é incerto, claro, mas, se depender dos venezuelanos recem-chegados a Maringá, será um caminho a ser percorrido. Preferencialmente de caminhão. E mesmo que a curva pareça difícil, desistir não faz parte dos planos desses motoristas que buscam controlar o sentido da vida.

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