Maioria dos vereadores se posiciona a favor da CPI da Saúde
Secretário de Saúde, Jair Biatto presta esclarecimentos a vereadores em 21 de maio | Foto: Câmara de Maringá/Facebook

Legislativo

Maioria dos vereadores se posiciona a favor da CPI da Saúde

Política por Luciana Peña em 25/05/2020 - 11:36

Comissão deve ser aprovada esta semana. Em meio ao combate ao coronavírus, vereadores vão investigar compras feitas pela Secretaria da Saúde de Maringá. O objetivo será  comprovar ou não declaração do secretário de que fornecedores vendem mais caro para órgãos públicos do que para a iniciativa privada.

A CBN apurou que dez vereadores já se posicionaram a favor de uma investigação sobre as compras feitas pela Secretaria de Saúde. A reportagem não conseguiu resposta de cinco vereadores. 

Nesta tarde haverá a assinatura de um requerimento pedindo a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito. Não se sabe bem qual requerimento será assinado. Porque além do requerimento proposto inicialmente pelos vereadores William Gentil e Dr. Jamal, outros vereadores já disseram que vão apresentar um pedido de abertura de CPI.

Os vereadores estão dispostos a apurar valores pagos pela Secretaria de Saúde após a declaração do secretário Jair Biatto de que a prefeitura paga até três vezes mais do que a iniciativa privada pelo mesmo produto, e citou o exemplo do antibiótico. 

O secretário disse isso na sessão da Câmara de quinta-feira passada. Na sexta-feira, em coletiva de imprensa, Jair Biatto se explicou. 

O secretário disse que para toda a compra feita há uma cotação de preços. Acontece que os fornecedores, sabendo que a venda será para um órgão público, jogam os valores no alto, acima do preço de mercado.

O secretário sabe que o valor está acima do preço de mercado porque também trabalha num hospital particular. Ele disse na Câmara que a prática é comum em todo o país.

O presidente da Câmara Mário Hossokawa disse que, embora a cidade esteja em meio a uma pandemia, a CPI será aberta.[ouça no áudio acima] Sobre qual requerimento afinal será aprovado, Hossokawa diz que a CPI precisa ter um objeto bem definido e possível de ser apurado no prazo de 90 dias. [ouça no áudio acima]