Pandemia
Indústria de Maringá doa travesseiros para o tratamento de pacientes com Covid-19
Os travesseiros foram desenvolvidos numa parceria entre a indústria, uma multinacional de matéria-prima e a USP, no projeto Prone. Ao longo da pandemia, a medicina descobriu a eficiência da técnica conhecida como pronacão, que depende da posição do paciente na cama.
A medicina foi obrigada a aprender sobre o coronavírus com a pandemia em curso.
Enquanto numa frente, os cientistas correm atrás da vacina, em outra, os médicos e profissionais da saúde tentam aperfeiçoar o tratamento.
Foi no leito de UTI, que se percebeu a eficácia da técnica conhecida como pronação.
O paciente com dificuldade de respirar é colocado de barriga para baixo.
Esta posição facilita a atividade do pulmão e melhora a oxigenação do sangue. Com isso o tempo de recuperação e permanência na UTI é menor.
Para a técnica dar certo basta que o paciente seja acomodado com travesseiros, ou posicionadores laterais.
A USP, Universidade de São Paulo, uma indústria de colchões de Maringá e uma multinacional de matéria-prima para colchões desenvolveram posicionadores que são sustentáveis porque podem ser reaproveitados, duráveis e de maior eficácia, além de mais baratos.
É o Projeto Prone, que está testando o modelo no Hospital das Clínicas de São Paulo.
O diretor da F.A Colchões, Luiz Fernando Ferraz, diz que já foram doados 400 kits. [ouça no áudio acima]
A empresa de Maringá foi convidada a participar do projeto Prone depois que ganhou destaque ao doar máscaras e outros EPIs no início da pandemia.
Sem travesseiros adequados, 70% dos pacientes desenvolvem feridas durante o tratamento
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