Hossokawa decide deixar o Comitê de Enfrentamento à Covid-19: ‘Tudo que a gente pediu não foi aceito’
Mário Hossokawa (PP) disse que os pedidos da população não são atendidos nos decretos Foto: Divulgação CMM

Maringá

Hossokawa decide deixar o Comitê de Enfrentamento à Covid-19: ‘Tudo que a gente pediu não foi aceito’

Política por Fabio Guillen/GMC Online em 06/04/2021 - 16:42

O presidente da Câmara de Maringá, Mário Hossokawa (PP), anunciou na sessão desta terça-feira (6), que não vai participar mais das reuniões do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, da Prefeitura de Maringá, que toma as decisões escritas nos decretos municipais. 

Segundo Hossokawa, a Câmara leva as reivindicações de empresários e moradores de Maringá para as reuniões, mas os pedidos nunca são ouvidos pelo comitê. O presidente da casa disse ainda que não quer participar das decisões, já que não tem voz dentro do grupo.

“Eu gostaria de dizer aos senhores vereadores que está muito difícil a gente estar participando dessas reuniões representando a Câmara de Vereadores porque é uma responsabilidade muito grande para mim representar os senhores e as senhoras também. Eu pedi em nome de todos os vereadores para que houvesse a flexibilização de horário dos restaurantes e que dessem uma oportunidade para os bares. Não tem como os bares sobreviverem com delivery. Mas infelizmente eu fui voto vencido”, disse disse Hossokawa na tribuna durante a sessão na Câmara de Maringá na manhã desta terça-feira (veja o vídeo completo abaixo). 

“Deixei bem claro que olha estou representando os vereadores e nós vereadores somos contrário a essa decisão aí de não flexibilizar nada”, completou.

Durante uma transmissão ao vivo em seu perfil pessoal no Instagram, Mário Hossokawa confirmou que não vai mais participar das reuniões do comitê porque os pedidos da população e dos comerciantes, que chegam por meio dos vereadores, não estão sendo atendidos. 

“A gente leva as reivindicações da classe empresarial, as reivindicações dos vereadores que são procurados por tantas pessoas que pedem para flexibilizar isso ou aquilo, mas a competência para tomar esse tipo de decisão, embora a gente faça as colocações como por exemplo os bares que estão a tanto tempo fechados, as empresas de eventos tem um ano que não realiza nada, os restaurantes também que só podem funcionar até às 15h, só que tem restaurantes que só tem movimento a noite, citei muitos exemplos lá. Falaram não mas os bares e restaurantes podem oferecer alimento delivery? Quem que vai pedir alimento em bar por delivery? Ninguém. Fica difícil a sobrevivência dessas pessoas. Tenho colocado para que deixem os restaurantes abrirem a noite porque os números que apresentaram são bastante animadores. Só que tudo o que a gente pediu não foi aceito. Fica difícil a gente participar desse tipo de reunião, já tira a fotografia, já publica no próprio domingo, a população acha que a gente aceita tudo”, disse ele.

“Nós não temos tido sucesso e a gente entende também que a competência para esse tipo de decreto é do poder executivo, seja estadual, seja federal ou municipal. Nós vereadores não temos competência, não é atribuição do vereador baixar decreto para restringir isso ou aquilo, então fica difícil, por isso tomamos a decisão de que não vamos mais participar desse tipo de reunião”, completou Hossokawa no Instagram. 

O presidente da Câmara deixou claro que a casa vai continuar representando os moradores e os comerciantes e levando as reivindicações à prefeitura, mas de forma individual e com requerimentos, não participando das reuniões. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Maringá, que informou que por enquanto a prefeitura não vai se posicionar. 

Assista abaixo o pronunciamento do presidente da Câmara durante a sessão desta terça-feira (6):