Guerra pode durar muitos anos, diz maringaense que lutou na Ucrânia
Um maringaense que lutou durante nove meses na Ucrânia voltou há um mês para a cidade com o objeto de abrir uma empresa de segurança privada. O sargento Dias, como ficou conhecido no front, fez parte de um batalhão formado apenas por brasileiros.
O que leva brasileiros a lutar na guerra da Ucrânia?
Em entrevista ao repórter Thiago Danezzi, do Portal GMC Online, o maringaense sargento Dias, que ficou nove meses na Ucrânia, falou sobre as motivações que o levaram para o campo de batalha.
Dias, que é credenciado pela Polícia Federal como instrutor de tiro para militares, foi à guerra em busca de experiência.
Lá ele obteve a patente de sargento dentro de um batalhão formado apenas por brasileiros e participou de cinco missões bem sucedidas retomando uma área de floresta.
Nestas missões Dias enfrentou russos e drones. Quatro colegas de batalhão morreram. [ouça o áudio]
Outra motivação para a ida à Ucrânia foi a remuneração, de até R$ 25 mil por mês. O contrato era de três anos, mas Dias decidiu voltar nove meses depois porque havia alcançado o principal objetivo e porque não estava sendo pago. [ouça o áudio]
A rotina no front era de muito estresse, com pouquíssimos momentos de descontração. [ouça o áudio]
O sargento Dias acredita que a guerra irá longe ainda e pode durar até mais dez anos. [ouça o áudio]