Greve de professores municipais em Umuarama chega ao fim
Foto: Prefeitura de Umuarama

Educação

Greve de professores municipais em Umuarama chega ao fim

Educação por Victor Ramalho em 03/05/2022 - 16:20

Segundo a Prefeitura de Umuarama, as atividades foram retomadas nesta terça-feira (3) e as aulas perdidas durante a paralisação serão repostas. O município pretende consultar o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) para receber uma orientação técnica sobre a legalidade do reajuste pedido pelos professores.

Chegou ao fim nessa segunda-feira (2), em Umuarama (a 164 quilômetros de Maringá), a greve dos professores da rede municipal. A paralisação havia iniciado na última quarta-feira (27). Eles pedem que o município reajuste o salário da categoria seguindo o piso nacional do magistério.

Nesta terça-feira (3), as aulas foram retomadas. Na segunda (2), uma reunião entre o prefeito Hermes Pimentel e representantes do Sindicato dos Servidores Públicos de Umuarama (SISPUMU) selou um início de negociação entre as partes. Na última quinta-feira (28), o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) determinou a suspensão da greve, sob multa de R$ 20 mil por dia de descumprimento.

A decisão veio após uma ação do município contra o sindicato que representa a categoria, alegando que o órgão não cumpriu regras da lei de greve. Em contato com a CBN nesta terça-feira (3), a Procuradoria-Geral do Município informou que Umuarama fará uma consulta ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) para receber uma orientação técnica sobre a legalidade do reajuste.

Conforme o sindicato, o vencimento dos professores da rede pública de Umuarama não foi reajustado em 2022. Atualmente, o piso nacional do magistério é de R$ 3.845,63, segundo uma portaria do Governo Federal. Durante a paralisação, cerca de 95% dos 970 professores filiados aderiram ao movimento.

Ainda de acordo com a Prefeitura de Umuarama, as aulas perdidas durante os quatro dias de greve serão repostas, em um calendário que será discutido e apresentado com os pais dos alunos.

A reportagem não conseguiu contato com o Sindicato dos Servidores Públicos de Umuarama (SISPUMU) para comentar o assunto.