Gilson Aguiar crimes violentos praticados por pessoas próximas
Uma jovem de 26 anos, Gisele Aparecida, foi morta no último domingo após aceitar carona de homem que era seu conhecido. O crime aconteceu no Distrito de São Silvestre, região de Cruzeiro do Oeste, próximo a Umuarama. Ela foi violentada e assassinada. O assassino, ao confessar o crime afirma que tinha atração sexual pela moça. E temendo que ela o denunciasse pela violência sexual, a assassinou. Crime estúpido, motivo torpe.
Aqui há a necessidade de entender o crime além da generalização imediata. O rapaz tinha antecedente, já era fichado por violência sexual. Quando foi acusado e condenado por outro crime, ele pagou com sesta-básica. Se lembrarmos do caso da menina Márcia Constantino, Natanael Búfalo, que a violentou e matou, também tinha antecedentes.
Nos dois casos, o criminoso não é um estranho. Ele é conhecido, íntimo ou faz parte do círculo de amizade. A violência mais atroz não vira de alguém que não conhecemos. O criminoso está próximo de mais para nos conhecer bem, saber sobre nosso cotidiano e em que momento estaremos disponíveis e frágeis para sofrer a violência.
No país, as investigações de crimes contra mulheres, hediondos e de violência extrema, em regra, é cometido com este perfil comum, o aparente normal que é anormal. Ele dá sinais de suas intenções antes de cometer o crime. Mas se despreza e não se acompanha a trajetória do criminoso. Ele estará livre para cometer inúmeros atos estúpidos. E os pratica por saber que nada o deterá. Tanto a distração do poder público e sua falta de estrutura para acompanhá-lo como a distração de quem o vê como uma pessoa de confiança. Ironicamente acima de qualquer suspeita.