Gilson Aguiar comenta polêmica na câmara de vereadores de Maringá
Ontem, na Câmara de vereadores de Maringá o clima esquentou. No fim da sessão, uma votação de um requerimento em separado, do vereador Homero Marquese, gerou polêmica. Ele pedia detalhes sobre a poda de árvores na cidade desde o início do ano. Tanto dos custos, as empresas que as fazem, os laudos técnicos que concluíram a necessidade das podas. Segundo o vereador os dados não estão no Portal da Transparência, da prefeitura municipal.
O vereador pediu a atenção da imprensa, antecipando que o requerimento seria reprovado. E realmente foi. O parlamentar foi criticado pelos pares. Eles consideraram que o Marquese estava exarando, que ele critica a imprensa e depois pede socorro a ela.
O representante do prefeito no legislativo, Willian Gentil, afirmou que a reprovação se deu porque o custo para atender ao pedido do parlamentar seria mais caro do que o próprio ato a ser fiscalizado. A quantidade de folhas a serem digitalizadas e copiadas inviabilizariam o pedido.
Bom, que seja, mas quando teremos esta informação? Acredito que ela é um direito do cidadão. Saber quanto se gasta, porque se gasta e com o que se gasta. Se o custo de fiscalizar é caro, todo o ato ilícito para passar impune tem que seguir este caminho? Claro que aqui ninguém está afirmando que ouve irregularidade, mas a fiscalização é necessária.
O poder municipal deve disponibilizar informações no Portal da Transparência, deve ter meios que possam dar em detalhes seus atos. Há que se criar mecanismos para que a burocracia seja reduzida na execução de qualquer ação pública e ao mesmo tempo se garanta a legitimidade e honestidade da operação.
Fiscalizar não tem preço. A economia que se tem com o combate a corrupção, no Brasil, costuma ser um investimento pelo volume de recursos poupados evitando os desvios de dinheiro público.