Gilson Aguiar comenta o que movimenta a violência na sociedade
Dois homens são agredidos assim que chegaram ao trabalho, em uma farmácia. Foram detidos por um assaltante. Isto aconteceu hoje pela manhã, em Maringá. É a violência cotidiana e constante. Uma guerra civil declarada onde todos, principalmente os civis, são as vítimas. Precisamos entender esta guerra. Ela mina nossa esperanças e expectativas todos os dias.
Negócios não crescem sem segurança. Tolice quem considerar que esta violência é benéfica a alguém. A falta de um ambiente estável e seguro afasta investimentos. Não há o que colher de um tempo onde a incerteza impera. Quanto a mais violência impera as coisas pioram.
Claro que, os assaltos, roubos e assassinatos que sempre temos informações ou somos vítimas estão associados ao tráfico de drogas. Claro que o consumo de entorpecentes movimenta um mercado que envolve todo o tipo de crime. É preciso combater a violência.
Mas é preciso, quando queremos acabar com esta violência cotidiana é necessário entender o mercado das drogas. Lembrar que os principais consumidores são membros das Classes A e B. Os mais ricos movimentam o tráfico. As inúmeras apreensões de drogas feitas pelo aparato de segurança dão a dimensão da produção para abastecer o cliente fiel do tráfico, os que tem melhor renda.
É revoltante ver pessoas que não estão envolvidas diretamente com o consumo ou tráfico de drogas sejam agredidas. Elas não têm qualquer relação com o tráfico. Pior é saber que os mais atendidos e beneficiados com o tráfico ficam longe dos noticiários, os mais ricos, os maiores responsáveis.