Gilson Aguiar

Gilson Aguiar comenta o projeto sobre proibição de carroças em Maringá

15/09/2017 / Atualizado em 24/10/2025 Por Gilson Aguiar
Gilson Aguiar comenta o projeto sobre proibição de carroças em Maringá

Vereadores de Maringá mostram qual o sentido da presença dentro do legislativo, expressar interesses imediatos, atender as necessidades eleitorais e, ao final, colocar em risco até mesmo os que defendem.

Ontem, na Câmara Municipal de Maringá o vereador Willian Gentil (PTB) demonstrou que é possível concertar o erro e fazer um ainda maior. Ele, em terceira discussão do projeto que proíbe carroças no centro da cidade, voltou atrás e conseguiu encaminhar a reprovação da lei que já estava aprovada. O que era para ser uma seção apenas para adequação do projeto acabou o descartando.

O presidente do legislativo municipal, Mário Hossokawa, disse nunca ter visto este tipo de prática dentro na câmara. Jamais viu uma terceira discussão de um projeto já aprovado levar a sua reprovação. Agora, o judiciário da casa legislativa vai analisar a situação.

Mais que isso, Gentil ainda bateu boca com o colega de partido, Chico Caiana. Gentil disse que não gosta de falsidade. Mas a briga entre membros do partido não é novidade no legislativo. Homero Marchese e Jean Marques que o digam. Já foram protagonistas de algumas e boas discussões no plenário e fora dele. Partido e ideologia estão a baixo do protagonismo personalista.

Mas voltando a questão das carroças no centro da cidade, permitir que isso continue ocorrendo é um retrocesso. Não alivia em nada permitir que em um trânsito caótico mantenha-se um meio de transporte lento, de risco, dividindo espaço com os automóveis, motociclistas, ciclistas e pedestres. Fora a questão de maus tratos aos animais.

Aqueles que alegam que é uma forma de manter uma atividade econômica para quem precisa querem resolver a miséria com filantropia barata para ficar de bem com o miserável e acabar com a economia que o sustenta. A cidade se desvaloriza com a manutenção de um ambiente urbano com problemas. A carroça não é o futuro, é sinal de retrocesso. Mas a forma de se fazer política, tão antiga como as carroças, ainda funciona, lamentavelmente.