Gilson Aguiar comenta o erro do vereador William Gentil (PTB)
Há exceções. O vereador William Gentil (PTB) cometeu um erro “fatal”. Segundo ele, errou o botão da votação e apertou no sim e aprovou o não. Em uma disputa acirrada, de 6 votos a 6, para definir a proibição das carroças circularem no centro da cidade, o parlamentar que dizia se favorável aos carroceiros votou no “sim”, mas de proibir veículos com tração animal de trafegar no centro de Maringá. Ele foi o voto que, literalmente, fez a diferença.
O vereador se justificou dizendo que são muitos botões na mesa do parlamentar para votar. Agora, espera que o prefeito não sancione a lei. Se fizer, Gentil garante, vai pedir a revogação. A polêmica é maior porque o vereador lá com seus botões errou mesmo. Havia nos bastidores uma tendência ao projeto do parlamentar Flávio Montovani ser reprovado. Contudo, ninguém contava com o embaralhado Gentil.
Mantovani, que talvez já esperasse que seu projeto fosse reprovado deve ter ficado feliz com o resultado, até inesperado. Um erro fez história.
Porém, vale lembrar, que Gentil erro, mas acertou. Era preciso contribuir para reduzir os riscos e os gargalos da mobilidade. Já era hora de combater os maus tratos aos animais. Se o carro já atrapalha, imagina a carroça.
A questão de tirar dos carroceiros uma atividade econômica, prejudicar o sustento das famílias, não se resolve mantendo a atividade. O passivo social brasileiro é imenso. A falta de qualificação é profunda em grande parte da população que tem função marginal na economia. Desqualificados, ganham pouco e só conseguem trabalho de pouca complexidade.
Para melhorar, temos que qualificar. Já temos erros demais por ter profissionais pouco preparados para sua função. Contudo, não se pode esquecer, a boa ação de proibir a circulação de carroças no centro da cidade foi graças a um erro. A falta de qualificação do vereador ao apertar os botões. Enfim, se lembra da velha lógica tão importante para este fato, “Há males que vem para bem”.