Gilson Aguiar comenta o crime do açougue

16/01/2018 / Atualizado em 25/10/2025 Por Gilson Aguiar
Gilson Aguiar comenta o crime do açougue

Meus caros, até onde temos que tolerar o intolerante?

O chamado “crime do açougue”, que ocorreu em agosto do ano passado, é uma demonstração dos excessos. Um homem discute com o dono de um estabelecimento comercial, entra em seu veículo, pega uma arma e dispara contra o estabelecimento. Acaba atingindo um cliente. Ele disparou a esmo. Teria ele a intenção de matar?

Quem anda com uma arma e dispara para um local com várias pessoas sabe o risco que está correndo em acertar alguém. Há a intenção. O ódio da intolerância imediatista e da ação generalizadora provoca seus extermínios diários. O ato da imbecilidade armada é mais comum do que parece.

 A defesa do atirador, cumprindo sua função, alega que o ato dos disparos não expressa a intenção. Ele queria apenas atirar contra a assadeira de frangos, mas, pelo destino, acidentalmente, acertou um cliente, uma pessoa.

Como disse anteriormente, não estamos diante de um caso isolado. O maluco que dispara contra um açougue com clientes é tratado como um transtornado que por revolta e desequilíbrio comete o ato de violência. A causa pessoal agora legitima o ato letal. Nossa sociedade tem discutido, e muito, as intenções pessoais e o drama de cada um. Em muitos casos, este discussão é legítima. Porém, há sempre alguém com perfil agressivo que encobre suas más intenções com dramas pessoais.

Há muitos estúpidos, agressivos e mal-educados que circulam em nosso meio. Os mimados é incapazes de conviver com a frustração, menor que ela seja, disparam contra o primeiro que encontram na busca de fazer sua justiça particular.