Gilson Aguiar

Gilson Aguiar comenta a proposta de candidato sem partido

25/09/2017 / Atualizado em 25/10/2025 Por Gilson Aguiar
Gilson Aguiar comenta a proposta de candidato sem partido

Tribunal Superior Eleitoral pode aprovar candidaturas sem partido. O que sempre foiuma resistência na legislação eleitoral brasileira. Tirar do partido o direito de lançar ocandidato. A lógica parece correta, afinal são os partidos o bastião da ideologia. Asigla deveria ser a expressão de uma visão de sociedade, economia, cultural e açãodo poder. Mas é?No Brasil, não. Aqui o partido nasce como reduto de personificação do poder. Ossenhores das siglas, nem sempre tão populares como seus candidatos, comandamquem pode ou não ser candidato. O partido se prostitui diante da possibilidade dechegar ao poder. Vale tudo. Manipular ao máximo os acordos e alianças traindo suasdoutrinas.Quanto as propostas partidárias e sua retórica, ela repousa nas redes sociais e nossites. Os partidos expressam em seu discurso oficial a aparência de uma açãoperniciosa. Se multiplicam com redutos de agrupamentos de homens públicos quebuscam transformar sua carreira política em profissão e fazer a vida na política.Caso as candidaturas independentes venham a se concretizar, diante do monopóliodos partidos sobre a representatividade elitizada, será algo positivo. Não ideal, masacabaria com o controle da vida pública pelos redutos partidários distantes de umaideologia ou de um projeto de sociedade.