Gilson Aguiar comenta a possibilidade de desapropriação do hotel bandeirantes

22/11/2017 / Atualizado em 26/10/2025 Por Gilson Aguiar
Gilson Aguiar comenta a possibilidade de desapropriação do hotel bandeirantes

O prédio do Maringá Bandeirantes Hotel foi declarado espaço de utilidade pública e que a desapropriação do imóvel. O prédio é de propriedade privada e com um valor orçado em mais de R$ 14 milhões. A prefeitura quer usar o edifício para instalar repartições públicas e ao mesmo tempo preservar o patrimônio histórico.

O prédio do Hotel Bandeirantes já é tombado pelo Governo do Paraná por sua arquitetura modernista. Ele foi construído na década de 1950 pela Companhia de Terras Norte do Paraná. Em 2005, quando foi tombado, ficou fechado. Os móveis que estavam no hotel foram retirados, o que já foi uma grande perda.

O prédio fechado e sem utilidade destoa em uma cidade que luta por ocupar e potencializar áreas nobres de seu espaço. Já se tentou utilizá-lo, chegou a receber bares e restaurantes, mas foi fechado. Uma pena. Ele é importante.

A empresa que comprou o imóvel tinha outros planos para o espaço. Porém, tropeçou no tombamento, o que frustrou os empreendedores. Fechado, ele corre o risco de se deteriorar. Ele é a demonstração da contradição que Maringá, volta e meia, vive. Preservar a memória em espaços de valorização imobiliária. O mercado imobiliário é um filão lucrativo que, vez em quando, atropela o passado.