Funcionários dos Correios de Maringá também estão em greve

18/08/2020 / Atualizado em 24/10/2025 Por Luciana Peña
Funcionários dos Correios de Maringá também estão em greve

Os trabalhadores dos Correios de todo o país entraram em greve por tempo indeterminado a partir dessa terça-feira (18). A categoria diz que perdeu benefícios que ajudam a reforçar o salário porque o acordo coletivo bianual, que estava em vigor,  foi derrubado em decisão liminar do Supremo Tribunal Federal. A categoria recorre e o STF está apreciando o tema. Eles esperam que a paralisação apresse a votação. 

 

Em Maringá, alguns diretores do sindicato que representa os trabalhadores nas agências dos Correios estão em frente às centrais de distribuição e triagem. São três na cidade,  além da agência central dos Correios na Praça Renato Celidônio.

Os funcionários entraram em greve nesta terça-feira por tempo indeterminado.  A paralisação é nacional. 

A diretora sindical Izabel Peliçon diz que por causa da pandemia, os trabalhadores não irão se concentrar em frente às agências como em greves anteriores. 

Por isso, por enquanto, não é possível saber se há ou não adesão ao movimento grevista.

O sindicato alega que os trabalhadores perderam benefícios que ajudam a engrossar a remuneração, hoje em torno de dois salários mínimos.

A Justiça do Trabalho tinha decidido que o acordo coletivo da categoria com a empresa valeria por dois anos, mas uma decisão liminar do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, derrubou o acordo coletivo, explica Izabel.[ouça o audio acima]

A categoria recorre desta liminar e o mérito da questão está em debate no STF até o próximo dia 21. 

Por enquanto, três ministros votaram a favor dos Correios, pelo fim do acordo bianual.  Os trabalhadores precisam de seis votos para derrubar a liminar. A CBN entrou em contato com a assessoria dos Correios no Paraná e aguarda um retorno. 

Atualizado às 8h40- Segundo o sindicato dos funcionários, a adesão ao movimento grevista em Maringá é de 80%.

Em nota oficial os Correios informaram que:

"Os Correios não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados conforme contracheques em anexo que comprovam tais afirmações. 

Sobre as deliberações das representações sindicais, os Correios ressaltam que a possuem um Plano de Continuidade de Negócios, para seguir atendendo à população em qualquer situação adversa.

No momento em que pessoas e empresas mais contam com seus serviços, a estatal tem conseguido responder à demanda, conciliando a segurança dos seus empregados com a manutenção das suas atividades comerciais, movimentando a economia nacional. 

 Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.

A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período - dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.

 Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos."

 

Carteiros parados em agência dos Correios em Campo Mourão

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