“Eu sofria calada”, diz estudante que escreveu livro sobre bullying

8/04/2023 / Atualizado em 26/10/2025 Por Luciana Peña
“Eu sofria calada”, diz estudante que escreveu livro sobre bullying

Uma estudante de Jardim Alegre, vítima de bullying, escreveu um livro sobre o tema para lidar com os próprios traumas e descobriu dados bastante interessantes.

Para o livro, e com autorização da direção dos colégios, Ariane Emanuele Sztaler, de 14 anos, distribuiu questionários para 300 alunos da rede estadual de ensino, com idades entre 12 e 16 anos.

Em entrevista à Agência Estadual de Notícias, Ariane contou o sofrimento que enfrentou por causa do bullying: “Não me deixavam em paz. Primeiro caçoavam de mim por eu ser tímida. Depois começaram a falar do meu cabelo, do meu corpo, da minha cor. Eu não retrucava, fingia que não estava ligando, mas quando chegava em casa eu desabava”.

A ideia de escrever o livro foi da mãe de Ariane, uma professora da rede municipal de Jardim Alegre.

Eliane Sztaler, de 49 anos, disse que sofria de ver a filha infeliz e sem disposição para nada: “Era difícil saber o que ela passava. Eu ficava de mãos atadas mas tentava aconselhá-la. Uma solução que imaginei foi que ela passasse tudo para o papel, como forma de aliviar um pouco a tristeza”.

O conselho da mãe virou um projeto, com dados valiosos sobre o bullying nas escolas.

A pesquisa de Ariane detectou que as vítimas são predominantemente alunos pardos ou obesos, por exemplo. O trabalho de pesquisa de Ariane levou seis meses e o livro, com 102 páginas, foi lançado no final de 2022.

E será sempre lembrado no mês de abril, porque 7 de abril é o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência nas Escolas.

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