Economista explica o impacto da alta da taxa Selic

5/02/2022 / Atualizado em 26/10/2025 Por Luciana Peña
Economista explica o impacto da alta da taxa Selic

Pela primeira vez desde 2017 a taxa Selic está em dois dígitos: 10,75% ao ano. Que investimentos são mais atrativos e por que fica mais difícil tomar crédito?

A Taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela é uma referência para todas as taxas aplicadas por instituições financeiras.

Quando a Selic está baixa, as despesas dos bancos e financeiras são menores e o crédito oferecido por essas empresas fica mais barato.

O contrário acontece quando a taxa Selic aumenta. E é o que está acontecendo no momento. Pela oitava vez consecutiva, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros.

Esta semana, pela primeira vez desde maio de 2017, a taxa chegou a dois dígitos. Passou de 9,25% para 10,75%.

O economista Roberto Rodrigues explica por que o Banco Central decidiu elevar a taxa mais uma vez. [ouça o áudio acima]

Os juros da economia mexem com a rotina de todo cidadão. Quem tem dinheiro aplicado em renda fixa é beneficiado.

O que não acontece com quem não consegue poupar e investir, protegendo o próprio patrimônio.

Se o efeito pretendido pelo Banco Central for alcançado, ou seja, o consumo diminuir e a inflação recuar, os salários perdem menos poder de compra.

Mas o efeito negativo é que o crédito fica mais caro: empresários que precisam de capital de giro ou recursos para investimentos e pessoas físicas que recorrem a financiamentos terão mais dificuldade de conseguir dinheiro.

Uma forma de conseguir crédito a juros menores é oferecendo ao banco ou financeira uma boa garantia. [ouça o áudio acima]

A caderneta de poupança segue com a taxa de retorno fixa em 6,17% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). A tendência é que o rendimento da poupança continue perdendo para a inflação.

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