Docentes da UEM aprovam paralisação e indicativo de greve

27/02/2026 / Atualizado em 6/03/2026 Por Thiago Danezi
Docentes da UEM aprovam paralisação e indicativo de greve

Docentes da Universidade Estadual de Maringá (UEM) aprovaram paralisação das atividades para o dia 17 de março de 2026 e indicativo de greve durante assembleia realizada na última terça-feira (24) pela seção sindical da categoria (Sesduem). A decisão foi comunicada oficialmente à Reitoria por meio de ofício.

De acordo com o documento encaminhado ao reitor Leandro Vanalli, a medida integra um movimento mais amplo de mobilização nas universidades públicas estaduais do Paraná. A categoria informou que irá aderir à paralisação estadual e que o indicativo de greve representa a disposição de deflagrar um movimento paredista caso não haja avanço nas negociações e respostas concretas às reivindicações apresentadas.

Segundo texto divulgado pela própria seção sindical, a mobilização é motivada principalmente pela defasagem salarial acumulada ao longo dos anos, pelo não cumprimento adequado da data-base e pelas perdas inflacionárias que, conforme os docentes, reduziram significativamente o poder de compra da categoria.

A publicação também aponta problemas estruturais relacionados às condições de trabalho, como sobrecarga docente, ausência de concursos suficientes para recomposição do quadro funcional e dificuldades de infraestrutura que impactam atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Outro ponto destacado pelos professores é a defesa da autonomia universitária. A categoria faz críticas aos efeitos da chamada Lei Geral das Universidades (LGU), que, na avaliação dos docentes, compromete a autonomia administrativa e orçamentária das instituições estaduais.

Procurada, a Universidade Estadual de Maringá informou à reportagem que, até o momento, não irá se manifestar sobre o assunto, pois não recebeu comunicação oficial sobre a paralisação. A Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) também foi contatada pela reportagem, mas até o fechamento desta matéria não havia se pronunciado.

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