Delegacia da Mulher de Maringá registrou 2414 boletins de ocorrência em 2018

8/01/2019 / Atualizado em 25/10/2025 Por Victor Simião
Delegacia da Mulher de Maringá registrou 2414 boletins de ocorrência em 2018

Quantia é 10% maior que a de 2017. Só que do total de BOs feitos em 2017, somente 37% se tornaram inquéritos policiais. Em Maringá, Centro de Referência da Mulher fez cerca de 500 atendimentos. 

A delegacia da Mulher de Maringá registrou 2.414 boletins de ocorrência em 2018. O número é 10% maior que o de 2017. Naquele ano foram feitos 2.190 BOs. Os crimes mais comuns de violência contra a mulher no ano passado foram lesão corporal, ameaça, injúria, dano e descumprimento de medidas protetivas. A delegacia não registra feminicídio porque esse crime é de competência da divisão de homicídios.

Segundo a delegada Magda Hofstaetter, por meio do dado não é possível dizer se as mulheres tomaram coragem para denunciar mais ou se foi a violência que cresceu.

Dos 2.414 boletins feitos em 2018, 903 se tornaram inquéritos policiais. Ou seja, somente 37% do total. 

Para que haja a instauração de investigação em alguns tipos de ocorrências, é necessário que a vítima represente contra o agressor – o que muitas vezes não acontece, diz a delegada.

Maringá tem uma rede de proteção à mulher. A entidade mais destacada é o Cram, o Centro de Referência à Mulher, ligado à Prefeitura. De janeiro a novembro de 2018,foram quase 1500 atendimentos feitos. Em 2017, 1954 casos ao todo. O Cram encaminha mulheres para a rede de proteção, explica a diretora de combate à violência da Secretaria Municipal da Mulher, Juliana dos Santos.

Maringá também conta com uma casa-abrigo, para mulheres em risco de morte. O local tem espaço para oito famílias, que ficam por tempo indeterminado, explica Juliana.

Só quem sofreu violência doméstica sabe o quão ruim é. Uma mulher que prefere não se identificar falou sobre. Para ela, o serviço do município foi essencial. E ela pede que as vítimas não se calem.

Para a delegada da mulher de Maringá, Magda Hofstaetter, falta conscientização da sociedade em relação ao papel da mulher. Ela não é um objeto, diz.

A partir da próxima semana, o Cram atende em novo endereço, na Rua Vaz de Caminha, 160. O novo telefone é o 3293-8354. Mulheres que quiserem podem procurar o Centro.

Outra opção é a Delegacia da Mulher O telefone é o 3220-2500.

Maringá também conta com o Numape, o Núcleo Maria da Penha, que funciona dentro da Universidade Estadual de Maringá. É um projeto de extensão ligado à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. A entidade oferta assistência jurídica gratuita a mulheres em situação de violência. O telefone do núcleo é o 3011-5477.