Covid-19: morte em Maringá marcou início da pandemia no Paraná
A morte da cuidadora de idosos Rosângela Machado, aos 54 anos, marcou de forma definitiva o início da pandemia de Covid-19 em Maringá e no Paraná.
Registrado em 25 de março de 2020, o caso foi o primeiro óbito causado pela doença no estado e expôs, ainda nos primeiros dias da crise sanitária, a gravidade de um vírus até então pouco compreendido.
Para o marido, José Francisco Oliveira da Silva, a perda representou não apenas o luto pessoal, mas também o choque diante de uma realidade que mudaria a vida de milhares de famílias.
O casal havia retornado poucos dias antes de uma viagem de férias a João Pessoa, onde comemoraram o aniversário dele no início de março. A suspeita é de que o contágio tenha ocorrido no trajeto de volta, possivelmente durante o voo ou no aeroporto, em um período em que ainda não havia medidas rígidas de controle.
José Francisco recorda que os últimos contatos foram por telefone, já com a esposa apresentando grande dificuldade para respirar. Além de ser o primeiro óbito por Covid-19 no Paraná, o caso também marcou um período de despedidas sem rituais tradicionais. Rosângela foi uma das primeiras vítimas a ser cremada seguindo protocolos sanitários, o que aprofundou o impacto emocional da perda.
O casal estava junto havia 38 anos, e ela era considerada a principal referência da família. E a tragédia também teve reflexos na vida profissional. José Francisco tem uma banda junto com os filhos e viu a paralisação completa das atividades durante mais de um ano e meio.
Depois de Rosângela, mais de 1800 outras pessoas morreram em Maringá por conta da doença. A morte dela representou o início de uma crise que transformou rotinas, interrompeu vidas e deixou marcas profundas em famílias de todo o estado.
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