Conscientização e esperança na luta contra a leucemia
Osimar e a doadora Naira, ao centro, em um dos momentos em que estreitaram laços. | Foto: Arquivo pessoal

Fevereiro Laranja

Conscientização e esperança na luta contra a leucemia

Saúde por Eduardo Domingos em 27/02/2025 - 12:11

A campanha Fevereiro Laranja busca conscientizar sobre a leucemia e a doação de medula óssea. A doença, que pode atingir pessoas de todas as idades, tem tratamento, mas muitos pacientes dependem de um doador compatível para a cura. A história de Osimar Elias de Souza, que encontrou a "irmã de sangue" por meio do Redome, mostra como um simples cadastro pode salvar vidas.

 

"Providência divina." É assim que o aposentado e pastor Osimar Elias de Souza, de 55 anos, define o motivo que o levou ao hospital em 2014, após sentir fortes dores nas costas. Ele conta que, depois de uma série de exames, incluindo um de sangue, veio o diagnóstico: Leucemia Mieloide Crônica (LMC). [Ouça o áudio]

O que parecia ser a solução, no entanto, se transformou em apreensão. [Ouça o áudio]

Talvez o destino tenha colocado na vida de Osimar a doadora Naira Camila Pavani, na época com 21 anos, para que se tornassem, nas palavras dele, "irmãos de sangue". [Ouça o áudio]

Osimar deixa um recado para as pessoas que, por algum motivo, têm medo ou dúvidas sobre a doação de medula. [Ouça o áudio]

Atualmente Osimar faz uso de uma medicação importada e está em processo de remissão.

Outra história inspiradora é a da jornalista maringaense, Lethícia Conhegero. Em 2023, ela fez a diferença na vida de um paciente ao viajar mais de mil quilômetros para doar a medula óssea. Em entrevista à CBN Maringá, Lethicia contou sobre essa experiência. [Ouça o áudio]

A hematologista Thaís Prioste explica o que é e quais são os sintomas da leucemia. [Ouça o áudio]

Em todo o Brasil, 5,7 milhões de voluntários estão cadastrados no sistema do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Já a fila de espera por um doador atualmente é de 650 pessoas.

Com 575.500 inscritos, o Paraná ocupa a terceira posição no ranking, atrás de São Paulo e Minas Gerais.

Apesar do grande número de cadastrados, a chance de um paciente encontrar um doador compatível não é alta.

Em entrevista ao CBN Saúde, o diretor do Hemocentro Regional de Maringá, Gerson Zanusso Júnior, destacou a dificuldade de encontrar um doador de medula óssea compatível e reforçou a importância do cadastro de novos voluntários. [Ouça o áudio]

 

Segundo o Ministério da Saúde, os critérios básicos para ser um doador de medula óssea incluem ter entre 18 e 35 anos, estar em boas condições de saúde e portar um documento oficial com foto.

Mas algumas patologias podem impedir a doação, como ressalta o diretor do Hemocentro. [Ouça o áudio]

O cadastro para se tornar um doador de medula óssea é rápido, e o impacto na vida de quem recebe, e também de quem doa, é incalculável. Quando a palavra é esperança, cada ação conta.

O Hemocentro Regional de Maringá está localizado na Avenida Mandacaru, nº 1600, Parque das Laranjeiras. O telefone é (44) 3011-9194.

Com a colaboração de Brenda Caramaschi.

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