Como vivem as crianças em fronteiras?
Em muitas regiões do planeta elas vivem de forma invisível, sem políticas públicas definidas e transitando entre países, culturas e idiomas diferentes. A experiência é rica à medida que se aprende com o outro, que se aprende uma nova língua, uma nova cultura. Mas a criança em fronteira geralmente não tem os direitos assegurados. Aliás, as políticas públicas, de um modo geral, não encaram a criança como um sujeito com direitos, diz a professora Verônica Regina Müller, do programa de pós-gradução em Educação da UEM, e estudiosa do assunto. Ela organizou uma série de textos no livro “Crianças em Fronteiras: histórias, culturas e direitos”.