Carro usado em duplo homicídio em barbearia é encontrado escondido em obra de Maringá; veja

30/03/2026 / Atualizado em 30/03/2026 Por Thiago Danezi
Carro usado em duplo homicídio em barbearia é encontrado escondido em obra de Maringá; veja

O carro utilizado no duplo homicídio registrado no último sábado, 28, em uma barbearia na Avenida Tuiuti, em Maringá, foi localizado na tarde desta segunda-feira, 30, por equipes policiais. O veículo, um Ford Fusion preto, foi encontrado em uma construção civil, em um dos bairros da cidade. A arma usada no crime ainda não foi localizada. Mais cedo, o principal suspeito do crime, de 27 anos, havia se apresentado à Polícia Civil, acompanhado de advogado. Ele foi ouvido e liberado.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Adriano Garcia, o homem é apontado como o autor dos disparos que mataram o barbeiro Jhonatan Marcelo Regolati Rodrigues, de 31 anos, e o cliente Evaldo Gomes de Araújo, de 36 anos. A identificação foi feita com base em imagens de câmeras de segurança e também no reconhecimento realizado pela mãe do suspeito.

Segundo as investigações, o veículo encontrado teria sido utilizado na ação criminosa e já havia sido visto circulando nas proximidades da barbearia minutos antes do crime. Durante o depoimento formal, o suspeito optou por permanecer em silêncio. No entanto, conforme relatado pela polícia, ele teria indicado, em conversas preliminares, que o crime teria sido motivado por vingança, alegando que o barbeiro estaria envolvido na morte de seu irmão, ocorrida anos atrás.

Sobre a morte do cliente, atingido durante os disparos, o investigado afirmou que o alvo teria tentado utilizá-lo como escudo, versão que ainda será analisada por meio de laudos periciais, que devem esclarecer a dinâmica do crime. O delegado também informou que o suspeito disse ter descartado a arma utilizada, uma pistola calibre .380. Equipes seguem em diligência para tentar localizar o armamento.

Apesar de ter sido liberado, a Polícia Civil informou que trabalha para reunir elementos que possam fundamentar um pedido de prisão preventiva. “A liberação momentânea não significa ausência de responsabilização. Vamos dar uma resposta à sociedade”, afirmou Adriano Garcia.

A defesa do investigado declarou que não há indicativos concretos de autoria e que ele se apresentou espontaneamente para colaborar com as investigações. Em nota, a barbearia onde o crime ocorreu lamentou o caso e prestou solidariedade às famílias das vítimas. O estabelecimento afirmou que o episódio foi uma fatalidade decorrente de circunstâncias alheias às suas atividades e destacou que não possui qualquer envolvimento com o ocorrido, além de reforçar que está colaborando com as autoridades.

O caso segue sob investigação.

Foto: Reprodução.

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