Segurança
Caminhonetes furtadas na região chegavam ao Paraguai em menos de duas horas, diz polícia
Caminhonetes Toyota Hilux furtadas na região de Umuarama eram levadas para o Paraguai antes mesmo de as vítimas registrarem o boletim de ocorrência. Segundo a Polícia Civil, o trajeto era feito em menos de duas horas. A informação faz parte da investigação que levou à Operação Kriptonita, deflagrada nesta quarta-feira (28).
A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Militar e a Força Nacional, com cumprimento de mandados em Umuarama, Perobal, Guaíra e Alto Piquiri.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva, dois de apreensão e internação provisória de adolescentes e 11 mandados de busca e apreensão.
Durante as buscas, os policiais apreenderam equipamentos usados para abrir e ligar as caminhonetes, além de celulares. Em dois endereços, também foram encontrados drogas e dinheiro.
O delegado do Setor de Narcóticos de Umuarama, Thiago Araium Pinheiro, explica por que a recuperação dos veículos é difícil depois que o furto é descoberto. [ouça o áudio]
De acordo com o delegado, a investigação durou aproximadamente cinco meses e identificou uma divisão de tarefas entre os integrantes.
Um dos suspeitos, apontado como líder do grupo, seria responsável por financiar as ações e manter contato com pessoas que recebiam os veículos no Paraguai. [ouça o áudio]
A investigação também identificou a participação de suspeitos de Santa Catarina. Segundo a Polícia Civil, um deles, preso em julho, seria responsável por abrir e ligar as caminhonetes com equipamentos eletrônicos.
Depois, os veículos eram entregues a outros integrantes, encarregados de dirigir até a fronteira.
A operação desta quarta-feira ainda não terminou. Um dos alvos não foi localizado e continua sendo procurado pela polícia. [ouça o áudio]
A Polícia Civil investiga crimes como organização criminosa, furto qualificado, corrupção de menores e lavagem de dinheiro.
