Câmara de Maringá rejeita criação do Conselho LGBTQI+

2/09/2021 / Atualizado em 26/10/2025 Por Luciana Peña
Câmara de Maringá rejeita criação do Conselho LGBTQI+

Entre a primeira e a segunda votação, seis vereadores mudaram de voto. 

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Atualizado às 13h05 para acréscimo de informações

Depois de momentos tensos, manifestantes discutindo na rua, polícia militar sendo chamada, o projeto de lei que cria o Conselho Municipal dos Direitos LGBT foi votado.

E rejeitado por 10 votos a 4.

Votaram a favor do conselho os vereadores Ana Lucia Rodrigues, Mário Verri, Manoel Sobrinho e Flávio Mantovani, que já tinham votado a favor na primeira discussão, no dia 17 de agosto, em que o conselho foi aprovado com 10 votos a favor e três contra.

Mantiveram a posição e votaram contra os vereadores Cris Lauer, Rafael Roza e Sidnei Telles.

O vereador Alex Chaves não estava na primeira votação e nesta segunda votou contra.

Seis vereadores mudaram de voto. Entre eles o delegado Luiz Cláudio Alves. [ouça o áudio acima]

A primeira votação foi muito tranquila, quase sem público. A CBN fez reportagem. A segunda votação nesta quinta-feira teve auditório lotado porque a Ordem dos Pastores (Opem), entre uma votação e outra se mobilizou. O presidente da Opem, Alexandre Ferrareze, diz que os manifestantes não são contra os direitos LGBT, mas faltou debate com a sociedade. [ouça o áudio acima]

Os representantes dos movimentos sociais LGBT deixaram o plenário revoltados. A presidente da Associação Maringaense LGBT, Margot Yung, diz que a decisão dos vereadores revelou preconceito e discriminação. [ouça o áudio acima]

O presidente da Câmara, Mário Hossokawa, como tem a prerrogativa de se abster em votações, não votou.