Câmara de Maringá mantém veto ao projeto que previa aproveitamento de aparas de lápis nas hortas escolares
Vereador Professor Pacífico: “Projeto já é desenvolvido na APAE e nove escolas municipais Foto/GMC

Política

Câmara de Maringá mantém veto ao projeto que previa aproveitamento de aparas de lápis nas hortas escolares

Política por Walter Téle Menechino/GMC Online em 24/02/2026 - 15:26

Na sessão desta terça-feira, 24, a Câmara de Maringá manteve, em primeira discussão, o veto total do prefeito Silvio Barros ao projeto de lei do vereador Professor Pacífico (Novo), por 11 votos a 8. O projeto de lei propunha instituir, nas escolas da rede municipal de ensino, o Programa de Reaproveitamento de Aparas de Lápis para hortas comunitárias e escolares. Para derrubar o veto seriam necessários 12 votos contrários. A matéria será votada mais uma vez.

No veto, o Executivo reconhece que a “proposição apresenta intenção meritória, alinhada às práticas de educação ambiental, ao estímulo à sustentabilidade, à conscientização ecológica e à participação dos estudantes em ações voltadas à preservação do meio ambiente, bem como à integração entre a comunidade escolar e hortas educativas”.

No entanto, “após análise sob a ótica técnico-pedagógica, administrativa e operacional, verificam-se lacunas relevantes que inviabilizam, neste momento, a implementação segura, eficiente e pedagogicamente consistente da iniciativa no âmbito da rede municipal de ensino. No aspecto pedagógico, o Projeto de Lei não apresenta diretrizes estruturadas que assegurem a efetiva integração do programa às aprendizagens essenciais dos estudantes”.

Também afirma que “ausentam-se, no texto legal, objetivos educacionais claros, atividades formativas específicas, metodologias orientadoras e mecanismos de acompanhamento e avaliação capazes de mensurar os impactos educacionais da proposta. Tal ausência compromete a articulação do programa com as práticas curriculares e com a formação ambiental dos alunos de forma técnica e consistente”.

Acrescenta ainda que o projeto de lei “atribui diretamente às unidades escolares responsabilidades como coleta, armazenamento, orientação dos alunos e encaminhamento periódico das aparas de lápis, sem, contudo, definir logística específica, periodicidade de recolhimento, infraestrutura mínima, equipe técnica de apoio, protocolos de segurança e higiene, parâmetros de fiscalização ou capacitação dos profissionais envolvidos”.

O vereador Pacífico, após a votação, afirmou que mesmo com a manutenção do veto, se sentia muito feliz porque o reaproveitamento das aparas de lápis já ocorre na horta da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e em outras nove escolas municipais onde ajudou a implantar hortas educacionais. Disse ainda que, independente do veto, muitas outras escolas deverão adotar a prática.

Quem votou com Pacífico

O professor Pacífico contou com o apoio do seu correligionário, Daniel Malvezzi e dos vereadores Mário Verri (PT), Ana Lúcia (PDT), Giselli Bianchini (PP), Jeremias (PL), Angêlo Salgueiro (Podemos), Ítalo Maroneze (PDT).

Acesse GMC Online.

Respeitamos sua privacidade

Ao navegar neste site, você aceita os cookies que usamos para melhorar sua experiência. Conheça nossa Política de Privacidade