Após recontagem de votos, Câmara de Paranavaí ganha duas novas vereadoras
Foto: Arquivo/CMP

Paranavaí

Após recontagem de votos, Câmara de Paranavaí ganha duas novas vereadoras

Política por Luciana Peña em 30/11/2021 - 09:17

Zenaide da Saúde  (PP) e Maria Clara (MDB) vão substituir os vereadores do PSB que tiveram os mandatos cassados. Todos os votos dados ao PSB na eleição de 2020 foram anulados porque, segundo a Justiça Eleitoral, o partido fraudou a candidatura de uma mulher apenas para atingir a cota de gênero. A posse das novas vereadoras deve ser na sessão ordinária da segunda-feira (6).

Nessa segunda-feira (29) houve a recontagem dos votos na eleição de 2020 para a Câmara Municipal de Paranavaí.Foram excluídos os votos obtidos pelo PSB e calculado o novo quociente eleitoral.

Com base neste novo quociente a Justiça Eleitoral definiu dois novos vereadores. Ou melhor, duas novas vereadoras. 

Foram consideradas eleitas as candidatas Zenaide da Saúde (PP) e Maria Clara (MDB).

Com isso, a Câmara de Paranavaí terá o maior número de parlamentares mulheres da história: quatro. Paranavaí tem ao todo dez vereadores.

É para que as mulheres sejam cada vez em maior número na política que existe uma lei obrigando os partidos a indicar 30% de mulheres filiadas nas eleições proporcionais.

Segundo a Justiça Eleitoral, o PSB em Paranavaí fraudou a cota de gênero ao indicar uma candidata que nem fez campanha. Ao contrário, teria pedido votos para outro candidato nas redes sociais.

Com a decisão da Justiça, que não cabe mais recurso, perderam os mandatos os vereadores Luiz Aparecido da Silva e Antônio Valmir Trossini.

O presidente da Câmara de Paranavaí, Leônidas Fávero Neto, diz que as duas novas vereadoras devem ser empossadas na sessão ordinária na próxima segunda-feira (6), às 20h. [ouça o áudio acima]

Com a eleição, Maria Clara se torna a vereadora mais jovem da Câmara de Paranavaí, com 20 anos.

A reportagem não conseguiu contato com o vereador cassado Luiz Aparecido da Silva. Valmir Trossini, que recebeu 1.321 votos na eleição de 2020 e cumpria o primeiro mandato, disse que se sente injustiçado. Ele, ao contrário do colega, foi punido também com a perda dos direitos políticos por oito anos.

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