Agentes penitenciários de Maringá agora têm pistolas institucionais

11/07/2019 / Atualizado em 26/10/2025 Por Luciana Peña
Agentes penitenciários de Maringá agora têm pistolas institucionais

Nesta quinta-feira (11), o Depen, Departamento Penitenciário do Paraná, entrega pistolas para 238 agentes penitenciários que concluíram um curso de porte de arma de fogo. Pela primeira vez os agentes receberam treinamento e uma arma de fogo do Estado. É uma arma institucional. Os agentes podiam portar arma, mas tinham que comprar o próprio armamento, sem a cautela do Estado. E os agentes penitenciários que fazem parte do SOE, o Setor de Operações Especiais, que é acionado para evitar fugas e rebeliões, receberam além das pistolas, armas de grosso calibre, como fuzis. O número de fuzis não é divulgado por questão de segurança. O Depen também está entregando rádios comunicadores digitais que permitem que o áudio seja criptografado. Em 2011, durante uma rebelião na Penitenciária de Maringá, um agente foi feito refém e o rádio comunicador dele, que era analógico, foi tomado pelos rebelados, prejudicando a negociação. Os novos equipamentos significam uma mudança importante na segurança do agente e do sistema penitenciário, diz o coordenador regional do Depen, Luciano Brito.

Os seis SOEs no Paraná estão recebendo os equipamentos. Neste primeiro semestre, o Depen investiu 22 milhões de reais em armamento, equipamentos, viaturas e transporte humanizado de presos. É o que diz o vice-diretor do Depen Paraná, Thorstein Ferraz.

Thorstein Ferraz

Em todo o Paraná serão distribuídas 2800 pistolas de uso funcional para os agentes penitenciários.