Advogado acusado de matar médica em Maringá tem prisão convertida em preventiva pela Justiça

8/09/2026 / Atualizado em 8/09/2026 Por Portal GMC Online
Advogado acusado de matar médica em Maringá tem prisão convertida em preventiva pela Justiça
João Vitor confessou ter matado Gassí à polícia | Foto: Reprodução.

A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, acusado de matar a companheira, a médica Gassí Paola de Souza Mazia, de 37 anos, em Maringá.

O pedido de conversão foi apresentado pelo Ministério Público e acolhido pela Justiça. João Vitor permanece internado no Hospital Universitário de Maringá (HU) desde sábado (05) quando foi localizado em Mandaguari com aproximadamente dez ferimentos provocados por faca pelo corpo.

O acusado, que atuava como assessor jurídico da Prefeitura de Marialva, havia sido preso em flagrante pela Polícia Civil. Enquanto permanecer internado, ele continuará sob custódia.

Gassí Paola foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, na Avenida Itororó, em Maringá. A médica teria sido morta a golpes de faca. Ela era mãe de um bebê de apenas oito meses, filho dela com João Vitor.

Após o crime, o acusado deixou Maringá e foi localizado cerca de uma hora e meia depois em Mandaguari, onde estava ferido.

A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a dinâmica do crime e as circunstâncias que levaram à morte da médica.

Veja o que se sabe sobre o caso

Gassí foi encontrada morta dentro de um apartamento em um condomínio na Zona 2 de Maringá, no sábado, 5. Ela atuava como médica da família na Unidade Básica de Saúde Nova Aliança, em Sarandi, e foi morta a facadas.

A médica foi sepultada na manhã desta segunda-feira, 7, no Cemitério Municipal de Maringá.

Filho é encontrado ao lado do corpo da mãe

De acordo com a Polícia Militar, o principal suspeito do crime é o marido da vítima, João Vitor Domingues Romeiro. O filho do casal, um bebê de aproximadamente oito meses, também estava no apartamento e foi encontrado próximo ao corpo da mãe.

Segundo informações da Polícia Civil, após cometer o crime, o advogado dirigiu até a residência da mãe, em Mandaguari, e relatou o que havia acontecido. A mulher então entrou em contato com familiares em Maringá e pediu que fossem até o apartamento para verificar a situação.

Ao chegarem ao condomínio, os familiares chamaram pela médica, mas não obtiveram resposta. Eles ouviram o bebê chorando dentro do imóvel e, diante da situação, arrombaram a porta do apartamento, localizado no 11º andar.

Os familiares encontraram o imóvel com grande quantidade de sangue e a médica morta em um dos quartos. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas os socorristas apenas puderam constatar o óbito.

A Polícia Militar também foi chamada e isolou o local para o trabalho da Polícia Científica. A Polícia Civil iniciou as investigações para esclarecer as circunstâncias e a motivação do crime.

Moradores do condomínio relataram que não ouviram brigas ou pedidos de socorro durante o período em que o crime teria ocorrido. Familiares informaram às autoridades que o relacionamento do casal era conturbado. Segundo eles, os dois chegaram a permanecer separados por um período e haviam reatado recentemente.

Principal suspeito, marido foi encontrado com ferimentos

O companheiro da vítima teria deixado Maringá após o crime e seguido em direção a Mandaguari.

O homem foi localizado por policiais no município e apresentava diversos ferimentos provocados por golpes de faca. Informações iniciais apontam para aproximadamente 17 ferimentos.

A origem das lesões ainda não foi esclarecida oficialmente. Também não há confirmação, até o momento, sobre quem teria desferido os golpes contra o homem ou se ele teria tentado tirar a própria vida.

Após ser localizado, o suspeito confessou o crime e recebeu voz de prisão. Ele recebeu atendimento médico e, posteriormente, encaminhado sob escolta policial para o Hospital Universitário de Maringá. Ele permanece internado e, assim que receber alta médica, será encaminhado diretamente para a delegacia, onde deverá ficar à disposição da Justiça.

O automóvel utilizado por João Vitor para se deslocar até Mandaguari também foi apreendido para análise pericial.

O caso é tratado inicialmente como possível feminicídio, mas a dinâmica e a autoria deverão ser confirmadas pela investigação.

Prefeituras da região se manifestam

Em nota, a Prefeitura de Marialva lamentou profundamente o ocorrido e informou a exoneração imediata do assessor jurídico. Leia na íntegra abaixo:

A Prefeitura de Sarandi lamentou a morte de Gassí e afirmou que “seu trabalho deixou uma grande contribuição para a saúde pública de Sarandi”. Leia a nota abaixo:

Com informações do Plantão Maringá.

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