628 revendas fecharam este ano no Paraná
Sindicato diz que crise é resultado dos constantes reajustes do gás de cozinha e da concorrência desleal. As revendedoras não conseguem repassar os aumentos aos consumidores. No mercado existem clandestinos que não pagam impostos e conseguem vender o botijão mais barato.
O Sinegás, sindicato que representa revendedoras de gás de cozinha de 229 municípios do Paraná, divulgou um comunicado em que anuncia uma crise no setor. Segundo o sindicato 628 empresas fecharam este ano no Paraná. O motivo é a dificuldade de repassar reajustes no preço do botijão ao consumidor.
A Petrobras reajusta o preço a cada três meses. Mas há outros aumentos. Este mês um reajuste de 3% foi em função dos salários de funcionários das distribuidoras. No mês que vem está programado o reajuste na refinaria. E está difícil repassar o reajuste aos consumidores, segundo a presidente do Sinegás, Sandra Ruiz.
O Sinegás também denuncia o comércio de gás de cozinha realizado por revendas clandestinas, que não pagam impostos e não seguem as normas da Agência Nacional do Petróleo.