Ministério do Trabalho proíbe que coletores de lixo peguem ‘carona’ em caminhão
Imagem Ilustrativa/Foto:

Paiçandu

Ministério do Trabalho proíbe que coletores de lixo peguem ‘carona’ em caminhão

Paraná por Luciana Peña em 21/08/2019 - 11:24

Os coletores estão percorrendo até 60km por dia para acompanhar a pé o caminhão de coleta. Um estudo será feito para descobrir se o impacto da medida faz mal à saúde do trabalhador.

A determinação do Ministério do Trabalho veio depois que um coletor de lixo se machucou. Agora os coletores, em Paiçandu, não podem pegar carona no estribo do caminhão de coleta. A empresa, responsável pelo serviço, então, mandou que eles seguissem o caminhão a pé. E o pessoal tá cansado de tanto correr atrás do caminhão. Um funcionário, outro dia, até faltou e mandou essa mensagem para o chefe:

“não tô bem não, ‘veio’, não tô conseguindo nem andar, dor nas costas, nas pernas”  

Apesar da coleta ser terceirizada em Paiçandu, a prefeitura está acompanhando o caso para buscar uma solução. O prefeito Tarcísio Marques diz que, em acordo com o Ministério do Trabalho, ficou decidido que será feito um estudo para saber o que é pior para a saúde do trabalhador: ficar o dia todo correndo atrás do caminhão de coleta ou enfrentar risco de se machucar andando no estrivo. O prefeito diz que Paiçandu é a única cidade do Brasil onde isso acontece.

“a gente fez uma pesquisa e no país todo a coleta é feita com o estribo. A gente espera um bom-senso”

A CBN está tentando contato com o Ministério do Trabalho.

Atualizado às 20h de 22/08- Em nota, o Ministério do Trabalho informou que:

“As equipes de fiscalização do trabalho atuam, em todo o país, focadas na preservação da segurança e saúde do trabalhador. Diante disso, ações fiscais envolvendo o sistema de coleta de lixo têm sido realizadas em vários municípios do país, inclusive com casos de interdição. A Fiscalização se faz necessária tendo em vista o risco da atividade, com vários casos de acidentes envolvendo mortes e mutilação dos trabalhadores. 

Após o recebimento do Termo de Notificação, a empresa pode apresentar resposta, com comprovação das medidas adotadas, encaminhando os dados à fiscalização, para análise. Em alguns casos, por exemplo, a solução encontrada pelas empresas foi conduzir os coletores dentro da cabine junto ao motorista, considerando o limite de capacidade da cabine.”

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