Ineficiência e mau atendimento ao contribuinte
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O Assunto é Política

Ineficiência e mau atendimento ao contribuinte

Por Diniz Neto em 23/01/2019 - 10:09
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Mais uma vez agradecer aos ouvintes que estão nos acompanhando e que têm mandado informações e mensagens.

O assunto aumento do número de municípios preocupa a muita gente.

O advogado e empresário Valdir Pignata, que foi vereador, vice-presidente e durante um período presidiu a Câmara de Maringá escreveu mensagem dizendo que “é um absurdo criar mais municípios sem nenhuma condição de sobrevivência. Deveria reduzir e não aumentar”.

O ouvinte Julio Colella mandou link de informações sobre o Tribunal de Contas do Paraná, que prevê que pequenos municípios, sem capacidade de gerar receitas próprias, fossem reagrupados. No Paraná, são quase 96 municípios nessa situação, 24% dos 399 municípios existentes.

Importantes informações. Valeu Julio.

O ouvinte Julio Colella escreveu para a CBN: “É de suma importância refletirmos se realmente são necessários todos estes municípios que estão sendo criados e se é válido aumentar o número de vereadores”.

Outros ouvintes se manifestaram sobre os salários de servidores de câmaras municipais e sobre a relação do número de vereadores com o tamanho das estruturas físicas e o número de servidores necessários para atendê-los, servidores e ocupantes de cargos em confiança.

Alguns se manifestaram sobre o que consideram “baixa qualidade de projetos” e pouca fiscalização do Poder Executivo, que seria uma das principais atividades dos vereadores.

1.872 MUNICÍPIOS NÃO GERAM RENDA SEQUER PARA PAGAR SALÁRIOS DE PREFEITO, VICE, SECRETÁRIOS E VEREADORES

Um em cada três municípios brasileiros não consegue gerar receita suficiente sequer para pagar o salário de prefeitos, vereadores e secretários. O problema atinge 1.872 cidades que dependem das transferências de Estados e da União para bancar o custo crescente da máquina pública, segundo levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio).

Alguns desses municípios foram criados após a Constituição de 1988, que facilitou esse movimento, e ainda não conseguiram justificar sua emancipação. Essa falta de autonomia financeira, porém, não impediu que voltasse ao Congresso um projeto de lei que permite a criação de pelo menos 200 novos municípios.

INEFICIÊNCIA DO ATENDIMENTO AO CONTRIBUINTE

A ineficiência do atendimento ao cidadão é outro grave problema dos municípios. E este péssimo atendimento não é privilégio dos pequenos municípios.

Demora no atendimento em departamentos e órgãos das prefeituras. Consultas especializadas que demoram, exames e cirurgias que só se consegue depois de meses, mato nas áreas públicas, buracos e outros problemas, fazem parte da rotina de muita gente até em cidades “bem faladas”, conhecidas pela sua qualidade.

O ouvinte Ademir Mendes me mandou a seguinte mensagem:

“Dias atrás estive na Semob de Maringá. Fiquei mais ou menos 1h30 aguardando atendimento. Observei que há 10 guichês de atendimento, porém havia somente quatro atendentes. Na sua opinião este atendimento deve continuar existindo em nossa cidade?”

O atendimento à população deveria ser de qualidade. Rápido e eficiente. Infelizmente não é. Se observa deficiência graves em praticamente todos os setores, mesmo na Prefeitura de Maringá, uma das melhores cidades do país. A administração municipal precisa investir no treinamento e no controle do atendimento à população. Não adianta colocar cartaz intimidando as pessoas em relação ao respeito que devem ter com os servidores. Claro que o respeito é devido. Mas o mau atendimento é um desrespeito à população que precisa ser enfrentado pela administração.

LIXO

Falamos aqui, neste começo de janeiro, da situação das lixeiras no centro de Maringá. Estão colocadas ali há quase 25 anos. Deveriam, já, ter sito trocadas por lixeiras mais modernas, higiênicas e de visual melhor.

Também não há, atualmente, equipes cuidando da limpeza. Ontem o secretário Vagner de Oliveira, dos Serviços Públicos, anunciou que a limpeza da área central será terceirizada.

Vale lembrar que durante a campanha a ideia de terceirização na área da limpeza pública e coleta do lixo foi rechaçada e combatida pelo candidato que venceu as eleições.

Uma coisa é certa: algo precisa ser feito, com urgência na área da limpeza pública. 

RENÚNCIAS DIA 31 DE JANEIRO

Homero Marchese e Do Carmo vão renunciar aos mandados de vereador no dia 31 de janeiro.

No dia 1º de fevereiro eles assumirão como deputados estaduais.

Os dois ainda trabalham na Câmara. Objetivo é encaminhar seus projetos para votações. Para isto estão definindo coautorias, para garantir a continuidade das tramitações. 

O vereador Homero Marchese prepara, ainda, uma denúncia ao Ministério Público, com informações e pedido de investigação sobre compra de equipamentos para limpeza.

SESSÃO DE POSSE E ELEIÇÃO DAS COMISSÕES PERMANENTES

A Câmara de Maringá realizará uma sessão especial no dia 1º de ferreiro para posse dos suplentes Dr. Jamal e professor Niero, assumem as vagas, pelo PR e PV, respectivamente.

Nesta sessão os vereadores também vão eleger os membros das comissões para o ano de 2019.

As sessões ordinárias de 2019 recomeçarão no dia 5 de fevereiro. 

RICARDO BARROS MANTÉM CONTATOS COM O MDB E PSB

O deputado federal Ricardo Barros (PP/PR) tem bom trânsito com presidentes de partidos, líderes de bancadas e parlamentares de diferentes legendas. Ele tem mantido contatos para reforçar sua candidatura à presidência da Câmara.

Nesta terça, 22, Barros foi a sede do PSB para um encontro com o presidente da legenda, Carlos Siqueira. Depois seguiu à Câmara onde se encontrou com o líder do MDB, deputado Baleia Rossi (SP).

O deputado paranaense refirmou que o Legislativo deve se impor como poder independente “com o mesmo protagonismo dos outros poderes”.

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